Não! Não é uma questão de preconceito. A verdade é que um cidadão que representa 200 milhões de pessoas - e se dirige à elas através das entrevistas - precisa, no mínimo, saber falar. Dunga errou tudo e colecionou pérolas. Ressuscitou termos como "sugerimento", não usou plurais e tentou provar ser amigo do treinador italiano vice-campeão mundial de 1994, Arrigo Sachi. À quem chamou de Enrico Sacchi.
Mas o português - ou a falta dele - por parte de Dunga, não foi o mais trágico da entrevista coletiva. O pior é a tentativa de parecer aquilo que não é. O treinador tentou se mostrar light, maduro, evoluído e educado. Mas não há elementos que sustentem uma mudança em Dunga, que é um cidadão raivoso há 24 anos. Sim, argentinos! Este é o único brasileiro em quem aquela Copa, ganha pela Alemanha, ainda dói.
Para rebater a sua grande rejeição, Dunga se comparou ao líder sul-africano, Nelson Mandela, que segundo ele mudou a sua grande rejeição sem nunca pegar em armas. Já pensaram o capitão do tetra e, hoje treinador, chegando numa entrevista coletiva armado? Nada estranho para o único capitão campeão mundial ao erguer a sagrada Taça Fifa desferiu palavrões e xingou tudo o que viu pela frente.
O falso equilíbrio de Dunga tem duração limitada. Ele aguentará duas derrotas, no máximo. E começará a desferir suas patadas, que, por sinal, nada tem a ver com os gaúchos, argumento de Dunga para a sua falta de educação com a imprensa. Afinal, se Dunga orgulhosamente quer manter a imagem de grosso do gaúcho deveria dirigir a seleção vestindo bombachas. Pelo menos não ficaria tão feio quanto com as roupas desenhadas por sua filha.
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