Sou de uma época que o futebol era mais inocente e o que tinhamos de mais violento era um saco de urina arremessado em quem ousasse assistir os jogos em pé. Bons tempos aqueles em que os cânticos das torcidas organizadas pareciam feitos por estudantes da 6º série do ensino fundamental e que as organizadas não se infiltravam na política dos clubes.
Eram bons tempos, aqueles da década de 90, onde a maior provocação que ocorria era quando um Viola, um Túlio Maravilha ou um Paulo Nunes fazia gol, e comemorava de forma exótica.
Hoje em dia, não é a sofrível falta de qualidade dos clubes brasileiros, que nos afastam do futebol. Vejam o caso do Grêmio e, certamente, vocês saberão que não é a falta de títulos ou de futebol que está afastando os verdadeiros gremistas do clube.
O que afasta os gremistas hoje, em dia, é a Geral. Essa torcida nazista, racista e violenta, que fica atrás do gol e transforma aquele ponto em principal foco de confusões nos jogos do tricolor. Uma torcida que canta o hino do Rio Grande do Sul em cima do Brasileiro, que tem gritos xenófobos, que espanca seus adversários como se fossem inimigos e que tripudia da morte de um ídolo do rival.
Essa Geral, mesquinha e acéfala, que desrespeitou a memória de Fernandão - ídolo dos colorados e, também, de muitos gremistas - desconhece a própria história do tricolor. A primeira estrela, na sagrada camisa gremista, foi uma homenagem a morte de Everaldo, campeão do Mundo em 1970. A Geral não representa o Grêmio e nem é feito por gremistas. A Geral apenas afasta os verdadeiros tricolores.
Ao Fernandão, o pedido de desculpas, pois o que ele fez pelo futebol Rio Grande do Sul jamais será esquecido. A Geral, que desapareça, e devolva o Grêmio ao seu verdadeiro torcedor. E a direção do Grêmio que extraia este tumor do clube. E comece colocando cadeiras atrás do gol na Arena.
E que os gremistas voltem a se orgulhar do seu clube.
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