Em 2012, Koff não queria Vanderlei Luxemburgo como técnico do Grêmio. Porém a pressão da torcida fez com que o ex-presidente do Clube dos 13 renovasse com Luxa e seu projeto. Além do alto investimento em Barcos, com quem Luxemburgo tinha péssimo relacionamento, e a constante divergências entre treinador e diretoria, o Grêmio sucumbiu na Libertadores da América e a parada de 30 dias para a Copa das Confederações era o momento ideal para a troca de comandante. A manutenção, no entanto, mostraria que a direção estava convicta no trabalho.
Passaram-se 30 dias. Luxemburgo continuou trabalhando normalmente. E, logo no recomeço do Brasileirão, Koff mandou o multicampeão embora e contratou o projeto de técnico Renato Gaúcho. O Grêmio foi vice-campeão, é verdade. Mas a torcida percebia que Renato não deu um padrão de jogo e que o Grêmio apenas foi vice-campeão pelo baixo nível técnico da competição.
Koff, Renato e Gaúchinho, empresário de Renato, não chegaram a um acordo para a renovação do treinador. A invenção da vez foi Enderson Moreira, que não serviu nem para comandar o time B do Inter no Gauchão, sendo miseravelmente despachado por Roberto Siegmann. Com uma Libertadores para começar, os reforços do Grêmio foram de segunda ou terceira linha. A primeira contratação, Edinho, por exemplo, tinha como credencial o mesmo empresário de Enderson. Claro que isso foi apenas coincidência.
Mais uma vez, o Grêmio fracassou dentro de campo. Eliminado nos pênaltis na Libertadores, o tricolor levou 4 a 1, numa atuação desastrosa do treinador que escalou mal e substituiu pior ainda. O Grêmio poderia levar sete ou oito. Mas, felizmente, para os tricolores o Inter parou de jogar.
Enderson deveria ser demitido no Grenal. E não foi. Mantido no Brasileirão começou perdendo para Atlético-PR, fez outros jogos melancólicos e manteve Barcos no time, provocando a ira da torcida, que burra não é.
Veio a esperança: chegou a Copa do Mundo! Koff tinha a oportunidade de demitir Enderson, gastando menos tempo para atacar o ex-presidente Paulo Odone. E gastar mais com o futebol do clube. Koff não demitiu Enderson. Manteve o treinador. E 40 dias depois, com time reforçado, o Grêmio diante do fraco Goiás fracassou novamente.
Koff, cedo ou tarde, terá que demitir Enderson. Mas já perdeu 40 dias de trabalho. Jogou fora mais um campeonato. Provou o amadorismo de sua direção. E provou que o tempo é inexorável.
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