Será difícil para nós, brasileiros, que sempre nos orgulhamos dos nossos cinco títulos mundiais, admitirmos que temos que nos reorganizar. É preciso haver uma reciclagem do presidente da CBF ao torcedor, passando por dirigentes, treinadores e jornalistas esportivos.
Um dos motivos que vejo para tal dificuldade é que nunca o futebol brasileiro apresentou qualquer modelo de jogo, de organização ou revolução tática no futebol. Apenas jogamos e vencemos no simples e puro talento. E parece que não nos conformamos que o futebol tenha mudado.
No início dos anos 2.000 houve uma proposta de um novo calendário para o futebol brasileiro, com a criação das Ligas, como Sul-Minas e Rio-São Paulo, e a extinção do modelo de campeonato estadual que conhecemos hoje. O contrato na época era muito vantajoso para os clubes, mas foi implodido por dirigentes de Federações, Rede Globo e clube dos 13, representado por Fábio André Koff.
Praticamente uma década após a implosão das Ligas, o presidente da Liga Sul-Minas, Fernando Miranda, me recebeu no seu escritório, em Porto Alegre, e me deu uma excelente entrevista que foi ao ar no debate esportivo da Rádio Pampa, então comandado pelo Ricardo Vidarte.
É interessante clicar no player e ouvir este trecho da entrevista. Mas antes cabem algumas perguntas:
O que você pensa das Ligas?
Você é a favor da continuidade dos estaduais?
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