domingo, 13 de julho de 2014

Cadê o vexame? Brasil mostra que está preparado para sediar grandes eventos

Em 2007, o Rio de Janeiro – cidade mais linda do mundo – sediou os Jogos Pan-Americanos. Na oportunidade, muitos, especialmente oposicionistas aos governos Cesar Maia, Sergio Cabral e Lula, prometeram que a competição seria um fiasco, um verdadeiro vexame. Os “do contra” se armaram e foram à abertura vaiar o ex-presidente Lula. E, pasmem, utilizaram um acidente aéreo, com o Airbus A320 da TAM, para comprovar a nossa suposta incapacidade em sediar grandes eventos. Era o complexo de vira-latas retornando 49 anos após ser extirpado por Pelé e Garrincha.

Felizmente, o Pan ocorreu bem. A estrutura montada no Rio de Janeiro esteve à altura da competição. Os elogios internacionais nos deram a solidez para pleitearmos o direito de sediarmos os Jogos Olímpicos de 2016. Antes disso, como candidatos únicos, garantimos o direito de sediarmos a Copa do Mundo, que voltaria ao continente americano 20 anos depois. No dia da escolha milhões aplaudiram a nossa conquista. Poucos, muito poucos se manifestaram contra. Afinal, 2007 não é ano político.

Apenas, em 2013, com a proximidade da Copa das Confederações, inúmeros brasileiros começaram a lembrar da nossa falta de hospitais e médicos, da nossa miserável educação e de tantos outros problemas que temos desde o descobrimento em 1.500. Uma manobra orquestrada e política desencadeou vandalismo que começou por São Paulo e se espalhou por todo o Brasil e afirmava “não vai ter copa”. Além deste movimento, os profetas do pessimismo prometeram: “teremos caos aéreo, os estádios não ficarão prontos, os entornos dos estádios estão vergonhosos”. Erraram de novo. A Copa começou no dia 12 de junho. Não houve caos, poucos voos atrasaram. A confusão mais gritante aconteceu quando uma agência de turismo australiana emitiu as passagens de um casal, que pretendia assistir Holanda e Espanha, para San Salvador, no Caribe, e não para a capital baiana.Tirando este erro, que foi cometido por uma empresa estrangeira, a Copa seguiu maravilhosamente bem. No lugar do vandalismo de 2013, a integração dos povos, as “Fan Fest”, os bares e os estádios lotados. O maior evento do mundo transcorreu perfeitamente no Brasil.

Hoje,13 de julho, quando a presidente Dilma Rousseff, tão vaiada quanto Lula em 2007, entregou a Taça Fifa para o capitão Lahm, da Alemanha, num imponente e lindo Maracanã, me veio a cabeça a seguinte pergunta: cadê o vexame? Quem diz que o Brasil não está pronto para sediar grandes eventos está mais obsoleto que o Felipão. Aquele país miserável, sem estrutura e completamente falido acabou no início dos anos 90. Os governos que sucederam Fernando Collor, independentemente de partidos, melhoraram aos poucos a vida de uma nação que, de fato, antes não poderia sediar uma Copa. Mas hoje pode. E sediará uma Olimpíada dentro de dois anos. Lembro-me bem que em outubro de 2009, no Rio de Janeiro, uma multidão aguardava o anúncio do organizador dos Jogos Olímpicos de 2016. Porém, em outros lugares, uma minoria barulhenta de brasileiros torcia e enaltecia as fortes candidaturas de Madrid e Chicago. Entre as justificativas estavam economia e segurança. Pois bem, a Espanha como todos sabem passava e ainda passa por um caos econômico. Já Chicago não é exemplo de segurança para cidade alguma. E tão pouco o Rio de Janeiro seja esta Bagdá que o nosso povo brasileiro gosta de pintar.

É verdade que o Rio tem os seus problemas. São muitos. Mas uma cidade linda e acolhedora, como é, certamente fará um belo evento. Porém 2016 é ano de eleições municipais e, certamente, alguns grupos dirão: “não vai ter olimpíada! Teremos caos”! E eu digo que não teremos caos olímpico. Não teremos vexame. Teremos uma grande olimpíada. E quem sabe, se Deus quiser, logo uma outra Copa do Mundo! Apresente nossa candidatura para 2026, presidente Dilma!

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